O Regulamento Europeu sobre IA entrou em pleno vigor no início de 2026, tornando-se o primeiro enquadramento legal abrangente do mundo para a inteligência artificial. Mas mesmo enquanto os funcionários europeus celebravam o que denominaram de um momento histórico para a governação democrática da tecnologia, os críticos alertavam que a legislação já estava desatualizada, escrita para sistemas de IA que já não existem, incapaz de lidar com as capacidades que entretanto emergiram.

O fosso regulatório é uma característica, não um defeito, do funcionamento das democracias. As leis são escritas, debatidas, emendadas e aprovadas ao longo de anos. Os modelos que tentam regular podem avançar em meses. Esta assimetria fundamental está no cerne de um dos mais importantes debates políticos do nosso tempo.